O gênio na lâmpada

Me incomoda saber que sou mais um pensamento trancafiado
E estar ciente que; o que eu penso nunca vai estar certo me deixa mais encabulado ainda.
E a minha calma, nesse momento angustiante, é o meu alicerce.
A existência fede e é pesada.
Porque existir?
Para que existir?
A final de contas, quem é esse que vos fala?
Sou eu?
É a minha consciência?
É o resultado de tudo que já vivenciei?
É a minha alma?
Existe alma?
Eu existo?
De onde vem o pensamento?
O pensamento é involuntário, ou conseguimos dominar o pensamento?
E focar só em uma coisa? Do tipo; ir tão fundo no vazio de uma questão!?
Se somos energia, o pensamento é um acúmulo de energias diferentes (experiências), pense comigo, quando lemos o pensamento de alguém, ou entendemos o mesmo, pode ser via leitura, em uma obra de arte, em formato musical, ou qualquer expressão que você entenda, cada frase ali exposta, cada efeito sonoro sobre nossos sentidos mais básicos, nos deixa de frente com o pensamento de alguém… já pensou nisso?
Porque; se aquele pensamento ali escrito, é da autoria de alguém, ele saiu do zero.
Porém a formação do mesmo, ou a representação por si só é uma representação física, porque o pensamento, se guardado (no cérebro de alguém), não existe fisicamente, é só uma imaginação.
A cada batimento cardíaco, a angústia da existência me causa náuseas.”

BAPTISTA,Izaac

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2 comentários sobre “O gênio na lâmpada

  1. ual! que engraçado encontrar aleatoriamente, um blog tão intimista, vulnerável e honesto. o pensamento vai além, realmente! ao menos três partes me remeteram a outros pensamentos complementares: sobre o alicerce “essa calma que inventei bem sei, custou as contas que contei…”; sobre o fedor da existência “existir é opção, viver é sofrer”; sobre alma “a preocupação é muito mais com uma vida que merece ser vivida do que com a metafísica de uma alma a ser conhecida”; sobre eu “somos rio…” nos questionamos vezes sem fim, somos pensamentos trancafiados até que resolvamos expor na internet, por exemplo rs, passamos do particular para o público. conscientemente um bom encontro virtual. mesmo “em nossos quartos, trancados no âmago de corações medrosos, choramos outra morte”, não estamos sozinhos.

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    1. Realmente não costumo divulgar textos autorais, pode soar como soberbo, mas há assuntos que não são dignos de um público qualquer, ainda mais se tratando de um tópico que envolve existência e angústia. Também não tenho um público alvo em mente, mas fico grato pelo comentário, e já aproveitando a prosa; sim, não estamos sozinhos, existem muitos pensamentos angustiados, alguns tornam-se acadêmicos, outros se expõem indiretamente como é o meu caso, e sim novamente, ótimo encontro virtual, se começarmos a levantar questões existenciais surgiram infinitas abas sobre o assunto.
      Sobre o blog ser intimista e honesto, confesso que é mais por não ter realmente há quem questionar fisicamente, mesmo porque não quero ser um Sócrates há vagar pelas ruas questionando os outros, neste caso venho aqui, virtualmente, e exponho meus medos e minhas dúvidas. Agradeço novamente o comentário, e fique a vontade para adentrar e expor sua visão sobre os demais assuntos abrangentes da existência. “(..)Tudo aquilo que o homem ignora, não existe para ele. Por isso o universo de cada um, se resume no tamanho de seu saber.”

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