Viva a poesia

Instinto humano não pode ser domado
Bebo em taças de ouro
Servidas por otários
A rua não me serve
Porque da sua mão
Não saem servos
Saem semblantes perplexos
Com diploma de vida
E olhares analfabetos
”Penso, logo existo”
Abro o olho pro mundo
Mas não sou visto
Quero um motivo
Que me desmotiva
A não tocar mais teu rosto
A não mais sorrir pra vida
Te vejo como Zaratustra
Querendo carregar mortos
Porque a mudança te assusta?
Que para ouvidos pulsantes
Tu não queres falar a cura?
Já ouvi dizer que Deus é assassino
Então as rezas pra cuidar do teu menino
Eram uma faca cravada no peito
E um velório bem feito
Acho que perdi o jeito
De olhar pra minha mãe
E pedir desculpas
De não só ver uma mulher cansada
De entender suas lutas
Será que alguém me escuta
Quando sozinha
No silencio
Eu penso
E choro
O que deveriam ser palavras
Mas que agora
São só culpas
Molhando a minha blusa
Será que
Alguém me entende
Quando além dos corpos no chão
Eu vejo um raio de luz
E isso
Me deixa contente…

MORANDI, Amanda

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